25 agosto 2014

Resenha| A Luz Através da Janela - Lucinda Riley

Tracinhas, tudo bem com vocês?
Aqui tudo bem, graças a Deus e aos maravilhosos livros que estou lendo ultimamente. Adoro **.**
Hoje vim resenhar para vocês. Adoro a Lucinda de todo o coração e vocês sabem disso, e lamento o atraso que estou nas resenhas dos livros dela, mas me animei e falarei para vocês o que achei do livro A Luz Através da Janela. Vamos lá?



  A Segunda Guerra Mundial na França, durante a Ocupação (1940-1944), deixou muitos destroços e segredos familiares, principalmente na família de Emilie, os De la Martinières: quando sua mãe faleceu, deixando para ela (como única herdeira do nome e dos bens da família - entre outras coisas) o legado do Château de la Martinères em Gassin, no Sul da França, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, o misterioso Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire (UK). Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações -- do presente e de um passado desconhecido que, ao ser desvendado, modificará a história pessoal de toda uma geração -- carregando com os ventos da mudança, nova esperança de vida e amor...
Autora: Lucinda Riley| Edição: 1| Editora: Novo Conceito| Ano: 2012| Páginas: 544

Minha resenha

A Luz Através da Janela foi lançado foi o segundo livro que li da escritora Lucinda Riley, e hoje, embora atrasada nessa resenha vou contar um pouco sobre ele. Desde que li a sinopse da obra não me contive, sempre que a Novo Conceito divulga um livro dessa escritora, que eu amo, fico toda eufórica, e como foi com A casa das Orquídeas eu não me decepcionei.
Nossa história se passa em 1998 e 1940. Temos como protagonistas a ingênua Emilie De La Martinières e a intensa Constance Carruthers.
Mais uma vez Lucinda magistralmente nos enfia numa máquina do tempo e mescla a vida de duas mulheres para nos narrar de forma quase real sobre sofrimento e amor.
Emilie é o último membro de uma família aristocrata e rica. Sua mãe acabou de morrer.
Mãe e filha não se davam bem, Emilie sempre se sentiu sozinha, sempre sentiu que sua mãe não a amava e a negligenciava, por isso nunca se deram bem, não como deve ser entre mãe e filha. E vamos percebendo o quanto isso molda o caráter de Emilie e o quanto isso a torna frágil. Em minha opinião foi o tipo de relacionamento entre as duas que desculpou o fato da moça ser tão inocente e ingênua, me deixando incomodada e irritada durante a leitura.
Como eu disse a mãe dela morre e Emilie herda o belo châteu da família e junto a ele o vinhedo no sul da França. Deixada sozinha para resolver tudo o que vem junto à papelada e obrigações de uma herança ela se sente perdida. O advogado da família esclarece muita coisa, o quando sua mãe era irresponsável e perdulária e como a família já não era milionária há anos, enfim... Caso Emilie não vendesse vários bens ela não conseguiria manter o châteu, que era o amor da vida do pai dela e nem conseguiria lidar com as dívidas de sua mãe.
Emilie fica dividida entre vender o châteu ou largar sua vida de veterinária e cuidar dele, das vinhas e de todo o resto.
É quando ela conhece Sebastian Carruthers, um inglês mais do que ambicioso e ansioso para ajudá-la a se livrar dos problemas financeiros e sentimentais, ele aproveita da carência da moça, manipula seus sentimentos e a conquista. A história dele está de alguma forma ligada a história da família de Emilie. 
Depois de descobrir uma sala secreta no châteu e um misterioso caderno ou diário, Emilie embarca em uma jornada para desvendar a ligação entre as duas famílias.
E esta viagem nos leva a 1940 e as aventuras de Constance Carruthers, ou Connie. Connie se alista no SOE e deixa Londres para se tornar uma espiã na França ocupada e trabalhar com a Resistência. Mas em sua chegada em Paris algo dá completamente errado e ela se vê diante a mansão dos La Martinières e seus segredos.
Daí por diante a vida de Connie está em constante perigo e a autora nos mostra a qualidade de pesquisa na qual ela se esmerou para descrever os horrores da guerra e dos oficiais fanáticos e psicopatas.
Contada em dupla narrativa o livro revela lentamente as aventuras de Connie e seu impacto sobre a vida de Emilie. Histórias passadas e presentes se entrelaçam de varias maneiras e são muito bem articuladas. Dupla narrativa é a assinatura da Lucinda e ela conduz tudo de forma eficaz, sem problemas trazendo-nos do passado ao presente, sem perder nossa atenção no meio do processo.
O livro é rico em personagens bem construídos, mesmo que ás vezes um pouco clichês são tão reais que acreditamos verdadeiramente que existiram em épocas passadas. Enquanto Connie é vista como heroína valente, íntegra e compassiva achei a personalidade fraca de Emilie um pouco menos cativante, mas expliquei no início da resenha o porquê disso.
Lucinda Riley encheu sua narrativa com detalhes suficientes para nos imergir por inteiro no tempo da guerra na França e nos dar uma boa noção de como as coisas eram naquela época.
A autora foi mais feliz em colocar para fora a história de Connie do que nos retrocessos românticos de Emilie e Sebastian e nos encontro com o irmão do mesmo. Muitas vezes achei tudo muito previsível e rebuscado. Mas isso foi um sentimento particular meu, acho que prefiro historias passadas a recentes e na verdade as aventuras de Connie são o ponto forte do livro, embora sejam também tristes e intensas.
Juntando tudo o livro é extremamente agradável de ler. As voltas e reviravoltas torna tudo instigante, envolvente e intrigante, senti falta de algumas sutilezas, mas nada que desmereça que o livro entre para os meus favoritos, que foi o que aconteceu.
É uma leitura fácil sobre amor, tempo de guerra, sofrimento, crescimento e segredos de família.



 




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7 comentários:

  1. Oi Vivi,
    As tramas da Lucinda Riley possuem alguns dos ingredientes que gosto em livros, mas tenho que ser sincera ao dizer que os tamanhos deles, me desanimam um pouco, porém no futuro vou criar coragem e conhecer a escrita da autora. Ótima resenha!!

    *bye*
    http://loucaporromances.blogspot.com.br/

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  2. Vivi, que saudade de vir no seu cantinho!
    Minha rotina está me matando T_T
    Acredita que nunca li nada da Lucinda? Aliás, só descobri sua 'importância', na Bienal. Recebi 'As sete irmãs' (é esse o nome?) em parceria com a NC, mas não senti vontade de lê-lo. Mas fiquei interessada pela escrita da autora depois dessa resenha maravilhosa ♥ É tão gostoso quando o autor nos prende de uma forma única, não é mesmo? Mas não sei, apesar de você só ter elogiado a obra/autora, não sei se estou no momento certo para essa leitura =;/

    Beijinhos,
    Blog Procurei em Sonhos

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  3. Tenho que ler ainda esse livro ;)
    Bjs
    http://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

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  4. Oláá! :) A Lucinda veio aqui pro Rio para divulgar o "Sete Irmãs" e eu prometi para ela que iria ler os livros dela! :D Preciso começar com "A Rosa da Meia-Noite", mas acho que irei gostar tanto que passarei a ler todos rs Parabéns pela resenha! Beijos!

    www.bibliophiliarium.com

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  5. Oi Vivi,
    Você sempre falando tão bem da Lucinda e eu nunca lendo os livros dela e já são tantos lançados aqui no Brasil né?! Que eu não tenho nem desculpa para falar que nenhuma história não me chamou atenção. Ao contrário, a maioria dos livros dela sempre me chama atenção, esse era o que eu menos conhecia, mas já gostei por ter como pano de fundo um pós-guerra. É tão bom quando sentimos que um personagem do livro realmente existe/ou existiu, porque isso acaba deixando a história mais emocionante. Excelente resenha! Bjs!

    Lucas - Carpe Liber
    http://livrosecontos.blogspot.com.br/

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  6. Oi Vivi,

    Sabe que eu li essa história não faz muito e mesmo gostando, achei que A Casa das Orquídeas foi melhor, fico feliz com cada livro da escritora, mas tenho que ler em intervalos, se não pra mim parece muito igual, já que ela usa sempre o presente com o passado...=D...adorei sua resenha, bem elaborada....beijos Elis!!!

    http://amagiareal.blogspot.com.br/

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  7. Li o livro em dois dias...ameiiiii....muito lindo

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